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O que é isto?
 
Blog da Janu
 

Tchau!!!

Oi pessoal!! Depois de muito tempo sem aparecer por aqui, decidi mesmo parar com o blog. Não tenho mais tanta paciência para atualizar e, mesmo sabendo que ficarei com uma saudadezinha, estou desistindo de vez de blogar... Bom, queria agradecer a todo mundo que sempre me acompanhou de pertinho e convidar para um novo canto, agora fotoblog. Anotem o endereço e apareçam por lá, ok?

É http://olhaajanu.nafoto.net

 

Espero vocês lá!! Abraços e beijos

 



 Escrito por Janu às 13h41 [ ] [ envie esta mensagem ]



Dia de folga nervoso

É isso que dá não respeitar direito o organismo da gente, comer tudo quanto é porcaria - porque acha que pode - acreditar que isso não vai fazer mal algum, ficar somente com um pesinho na consciência por ter comido tudo e, definitivamente, não fazer nada pra melhorar isso.

Gente, tô falando de mim mesma, viu? Me dei de presente uma dor de estômago absurdamente dolorida no meu dia de folga. Simplesmente ela resolveu aparecer. Nunca tinho tido uma dor dessas: doía no centro do estômago e na boca do mesmo. Se o pessoal fala que queimação é uma ardência horrorosa que a gente sente no estômago, que parece que vc vai ficar sem o coitado, então acho que tive isso mesmo. Ou uma crise de gastrite.

Sim, eu tenho gastrite. Mas isso foi diagnosticado há muito tempo, já acompanhado de 02 endoscopias. Mas, no início do ano, tive uma pequena dor no estômago, fui até o hospital e o médico disse que eu deveria refazer a endoscopia. Como já estava de saco cheio desse exame, acabei deixando pra lá.

Equilibrei minha alimentação durante algumas semanas, vi meu estômago melhorando e desinchando e... enfiei o pé na jaca de novo. A gente acha que pode, sempre. Mas não é bem assim que as coisas acontecem. O mal que a gente faz pro nosso próprio organismo, um dia, vem à tona.

O meu estômago, ontem, reclamou muito bem disso. A coitada aqui ficou só na sopinha, na água...Coitada não é bem exatamente a palavra que eu queria dizer, até porque sou totalmente consciente dos meus atos e também da consequência que eles podem me causar.

Sim, sou culpada pela minha má alimentação, apesar de sempre pregar o equilíbrio. Abusei demais e tenho que voltar a achar esse tal equilíbrio. Tenho e vou achar. Até porque meu organismo já deu um belo de um sinal. Se eu não parar, vai ser disso pra pior.

A gastrite, também acredito, pode ter sido impulsionada também por um certo nervoso causado por um passageiro na noite de domingo. O infeliz me chamou de incompetente, arrogante e mentirosa. Acabei estreiando nas fervorosas discussões que acontecem com os funcionários de aeroporto e passageiros. Quem tava com a razão? Eu, viu, gente? O passageiro não tinha razão nenhuma em ter me ofendido daquele jeito e, além disso, ele estava errado quanto à sua afirmação.

Tirando dores de estômago e nervosos, minha vida está bem sim, obrigada. Essa semana eu ainda não fui na academia, mas acho que agora, com o Marcio de férias - ueba!! o maridão está de férias!! -  eu tenho a chance de ir em mais horários.

É isso!! Ah, esqueci de dizer que meu aniversário foi super legal e adorei receber todo mundo aqui em casa. Apesar de ser meu aniversário, fiquei de um lado pro outro, esquentando salgadinho, arrumando bandejas, guardanapos... Só parei mesmo no final da noite, quando todo mundo já tinha comido mais de um pedaço de bolo. Agora eu vejo muito bem como minha mãe ficava em cada recepção lá em casa. Vivendo e aprendendo.

Beijos!!



 Escrito por Janu às 10h25 [ ] [ envie esta mensagem ]



A preguiça rendeu, rendeu...

Ai, meu Deus!! Desculpe por ter abandonado aqui, mas é que quem disse que eu consigo vencer a preguiça de escrever sempre e ter tempo também - isso é muito importante - para dar as caras por aqui? Todo mundo diz isso pra mim, mas eu mesma não consigo me convencer de que abandonei total o cantinho meu que gosto tanto. A verdade verdadeira é que eu quase não estou mais acessando a internet. Não porque eu não queira ou não goste, mas é que eu não tenho encontrado tempo mesmo. Quando eu vejo, já é hora de me arrumar para o trabalho.

Sim, voltei a trabalhar! Agora não sou mais somente dona de casa. A dondoca aqui está de volta à luta, como toda e boa mulher moderna tem de estar. Estou trabalhando no aeroporto internacional de Guarulhos, São Paulo e estou amando cada vez mais. Volto cada dia com uma novidade e estou aprendendo bastante.

Apesar de voltar a escrever aqui e ter abandonado o blog por um bom tempo, o que eu queria mesmo é ter um flog, com várias fotenhas minha e do morzinho. O que eu queria era uma camera digital pra me acompanhar nessa nova empreitada. Mas como ainda não tenho, me contento com meu bloguinho. O que isso quer dizer? Quer dizer que eu não vou abandonar o meu amigo não, do nada. Ainda continuo fiel à ele, mas é que não tenho encontrado mais vontade de passar por aqui todos os dias ou pelo menos, semanalmente,  para dar as caras, escrever. Apesar de adorar ler os comentários, acho que, nesse momento, um flog teria mais a minha cara.

Mas como falta a danada da máquina, esperamos, não é mesmo? Apesar de gostar de flog, ainda curto a revelação de filmes, viu? Nada como ter a foto na sua mão, em um álbum super bem montado. Dá outra vida à foto, na minha opinião. Mas eu tb curto umas modernidades sim, claro. E quem é que não curte? Quem não curte, acaba se rendendo e apanhando - e muito - de tudo isso que vem aparecendo pra gente.

É, minha filha, quando era pequena, achava que ano 2000 já era o futuro, tão longínquo... Agora, quem diria, temos até vaso sanitário térmico, para que a gente não "sofra" colocando o bumbum quentinho naquele negócio gelado, principalmente nesse inverninho que está pra chegar, que ameaça e nunca vem... hehe...

Nossa, dei uma volta absurda no assunto, vcs viram? Viajei totalmente!!!

Bom, só pra avisar todo mundo: semana que vem, dia 01 de junho, é meu aniversário, viu? Espero passar por aqui, mas, se não der, já deixo todo mundo avisado.

O que vcs vão fazer no feriado? Eu vou trabalhar, lógico!! E quem disse que aeroporto pára em feriado? Bjinhos e fiquem com Deus!!!



 Escrito por Janu às 13h46 [ ] [ envie esta mensagem ]



Só falta o ovo frito!!!

Descobri que adoro cozinhar. Não sei se já falei isso por aqui, mas eu me descobri uma inventora e pesquisadora bastante interessada nesse assunto. Pelo menos eu vou atrás, vejo as receitas que são mais legais e que poderão ser feitas naquele dia - por causa do material disponível. É muito legal.

Ainda não sei cozinhar sem receita e nem me viro como muitas mães e avós fazem:"ah, você coloca o quanto quiser de sal, o quanto quiser de água, é de olhômetro, sabe? a gente bate o olho e já sabe a quantidade!". Não, ainda não cheguei nesse estágio.

Acho que com o tempo, cozinhar se transforma em algo tão rotineiro, que faz parte mesmo do dia a dia, que é capaz da gente fazer tudo de olhos fechados. Mas enquanto eu não chego nesse estágio - e esse nem é meu objetivo mesmo porque gosto de fazer coisas diferentes, pegar novas receitas - eu vou treinando devagarzinho, devagarzinho e até que me dando bem. Tudo que fiz até hoje me pareceu "comível"!!! hehe...

Dia desses, o maridão soltou: "Você cozinha muito bem, Jã. Mesmo. De verdade." A gente fica com uma pulguinha atrás da orelha, claro, querendo saber se ele realmente falou com sinceridade ou com aquele medão "se não falar a verdade, ela vai me fazer engolir toda essa comida, custe o que custar..." rs...

Mas fiquei feliz, mesmo com a pulga atrás da orelha. Ele só me falou que, com essas invenções na cozinha, só preciso mesmo aprender o trivial. Trivial? - perguntei. É, ué... O meu ovo frito!!!

Então, moçada, o que me resta é ir atrás desse ovo frito!!

Ah, por falar em ovo frito, alguém aí sabe algum truque de fritura? Porque, dia desses, eu tentei fritar uns bolinhos e me dei mal. Fiquei tão frustrada que falei pra mim mesma que nunca mais iria fazer fritura. Já não gosto mesmo, ué... Mesmo assim, queria saber se alguém sabe de algum segredinho...

Bjocas e até mais!!!

 



 Escrito por Janu às 11h14 [ ] [ envie esta mensagem ]



Comemoração e surpresa!!

Hoje eu e o Márcio completamos 05 meses de casados. Já 05 meses? É, minha filha, daqui a pouco tô que nem aquelas tiazinhas abrindo a boca pra dizer: "Ai, ai, como o tempo passa..."! hehe

Tudo bem! Sem exageros, nem é tanto tempo assim. Mas parece que foi ontem que me dei como noiva, que senti algo que achava que nunca sentiria, que percebi que realmente encontrei a pessoa que passarei todos os dias de minha vida.

Tudo parece que foi ontem. E o mais fantástico é que nesses cinco meses juntos, cada vez tenho mais certeza de que somos e seremos sempre muito felizes e de que a vida de casada é uma das coisas mais gostosas que existe. Quem disse que não é legal dormir agarradinho? Quem disse que não é legal ver duas pessoas diferentes dividindo um mesmo espaço? Quem disse que não é legal acompanhar o crescimento do relacionamento dessas duas pessoas e ver como se viram em coisas simples, como dividir o armário, o banheiro, a cama, às vezes, as roupas... - sim, eu tb pego algumas ropitchas do Márcio - ? Quem disse que não é legal vc ter carinho, abrigo? Quem disse que não é legal se sentir protegida, ainda mais à noite, quando morro de medo de escuro?

Infeliz da pessoa que não acredita em uma união, em um relacionamento. Sem amor, a vida não tem graça, não tem cor, não tem cheiro. Não tem riso, não tem choro. Não tem nada.

E eu tenho certeza de que a minha vida é colorida. Por isso que eu venho aqui, dizer pra vcs o quanto eu amo esse meu marido, que me fez uma surpresa linda com um café da manhã daqueles na nossa caminha.

Mor, adorei mesmo!! Adoro tudo que você faz!! Te amo cada vez mais!!

Beijos!!

 



 Escrito por Janu às 17h16 [ ] [ envie esta mensagem ]



A Pessoa Errada

Recebi esse texto de uma amiga do grupo noiva chic e acho que merecia ser colocado aqui. Um texto de Luiz Fernando Verísimo que vale muito pra quem já encontrou a tal "pessoa errada" - e dá pra entender muito bem porque pessoa errada e não a certa - e também para aqueles que ainda estão procurando. Afinal, acho que a maioria dos seres humanos ainda sonha encontrar a metade da laranja, a tampa da panela e por aí vai...

Boa leitura!!

A PESSOA ERRADA
(Luis Fernando Veríssimo)
 
Pensando bem
Em tudo o que a gente vê, e vivencia
E ouve e pensa
Não existe uma pessoa certa pra gente
Existe uma pessoa
Que se você for parar pra pensar
É, na verdade, a pessoa errada.
Porque a pessoa certa
Faz tudo certinho
Chega na hora certa,
Fala as coisas certas,
Faz as coisas certas,
Mas nem sempre a gente tá precisando das coisas certas.
 
Aí é a hora de procurar a pessoa errada.
A pessoa errada te faz perder a cabeça
Fazer loucuras
Perder a hora
Morrer de amor
A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar
Que é pra na hora que vocês se encontrarem
A entrega ser muito mais verdadeira
A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa
Essa pessoa vai te fazer chorar
Mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas
Essa pessoa vai tirar seu sono
Mas vai te dar em troca uma noite de amor inesquecível
Essa pessoa talvez te magoe
E depois te enche de mimos pedindo seu perdão
Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado
Mas vai estar 100% da vida dela esperando você
Vai estar o tempo todo pensando em você.
 
A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo
Porque a vida não é certa
Nada aqui é certo
O que é certo mesmo, é que temos que viver
Cada momento
Cada segundo
Amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo,
querendo,conseguindo
E só assim
É possível chegar àquele momento do dia
Em que a gente diz: "Graças à Deus deu tudo certo"
Quando na verdade
Tudo o que ele quer
É que a gente encontre a pessoa errada
Pra que as coisas comecem a realmente funcionar direito pra
gente...
 
Espero que tenham gostado! beijos e até mais!!!
 
 
P.S.: Nessa foto sou eu e o Márcio dançando nossa música. É... Achei a "pessoa errada"... rs... Bjinhos


 Escrito por Janu às 20h15 [ ] [ envie esta mensagem ]



Instinto materno x Justiça

Até onde você seria capaz de ir pela justiça? E até onde você seria capaz de ir pelo seu filho ou contra ele?

A novela "Senhora do Destino, cujo final aconteceu sexta passada, dia 11 de março, tocou bastante nesta questão quando colocou em evidência a relação sofrida de Maria do Carmo e seu filho Reginaldo. Eu, apesar de ser uma telespectadora fiel da novela, não sou mãe ainda e realmente não sei até que ponto seria capaz de ir numa situação dessas.

O que eu fico pensando é se a Maria do Carmo fez tudo isso por justiça mesmo, por acreditar que deveria seguir seus princípios, mesmo indo contra o seu filho ou se, num momento desesperador de mãe, ainda acreditando que ele poderia mudar num último momento, tomou aquela atitude, subiu no palanque e ainda assistiu seu filho ser vaiado pelo povo, que ele tanto odiava.

A consequência óbvia de tudo isso seria a mãe se sentir culpada pela morte do filho. Mas, claro, o autor mostrou que, mesmo a mãe tendo causado o início do tumulto que terminou na morte de seu filho, ele fez questão de mostrar que Reginaldo foi sim o grande responsável pelos seus atos e que não adiantaria mãe nenhuma para culpá-lo ou protegê-lo. Ele cavou a própria cova, como dizem por aí.

Bom, esse foi só um comentário meu em cima da novela mais bem sucedida em audiência da TV Globo. Eu, como telespectadora, não poderia deixar o final da novela sem pelo menos um comentário, né? Adoro novelas...

Mas não sei se vou assistir à nova - lá vem promessa impossível de cumprir... hehe...

Por falar em novela, aproveito agora para dar uma espiadela em Laços de Familia - outro sucesso.

Bjos



 Escrito por Janu às 14h46 [ ] [ envie esta mensagem ]



Eu odeio rodeios

Hoje, infelizmente, o que me traz aqui é um assunto muito sério, que me chocou de tal maneira que eu não podia deixar de registrar meu sentimento.

Você sabia que para o boi sair pulando, nervoso daquele jeito que sai para a arena, ele leva choques, tem seus testículos amarrados, ou o rabo torcido? Você sabia que bezerros, separados abruptamente de suas mães, com apenas um mês de idade, são submetidos a esses maus tratos, lançados na arena, assustados, e laçados por uma corda que fica nas mãos do peão? Você sabia que o bezerro, ao ser laçado por essa corda, quebra as costelas, quebra o pescoço e morre? Ou se quebra a costela e não morre, claro, será crucificado, porque não terá mais como oferecer serviço ao homem!!! Um bezerro de apenas um mês de vida!!!! Um ser indefeso, incapaz de fazer mal ao ser humano!

Gostar de assistir rodeios é ter falta de respeito, falta de qualquer empatia com outro ser vivo, é ter frieza e sangue frio. Porque não é possível uma pessoa ir a rodeios, assistir e achar que o que fazem com os animais é um belo espetáculo!! Ignorânica tem limite. Qualquer um que vai a rodeio sabe muito bem dos maus tratos a animais. Quem gosta de ver sofrimento puro sem nada sentir por aquele que sofre, pode muito bem vitimizar outro quando achar necessário. Espero, de coração, que essa hora não chegue e, que, pelo menos com esse meu desabafo, alguma coisa fique na cabeça daqueles que passam por aki, que me visitam.

Não tenho nada contra as pessoas que gostam de rodeios. O que eu não gosto é dos rodeios. Porque deve existir, uma hora ou um momento em que o ser humano tem de parar de pensar que os animais e outros seres vivos estão todos ali, para vivermos em harmonia, em equilíbrio. O homem tem de parar de pensar que é invencível e que somente a espécie dele é capaz de cuidar bem da terra. Do jeito que estamos cuidando da natureza, tsunami é pouco para o que vai acontecer.

O homem ignora tanto os animais que não consegue ver a utlidade neles no meio ambiente e a ajuda que eles podem nos oferecer. Vocês sabiam que vários elefantes salvaram vidas de muitos homens na Ásia, quando aconteceu o tsunami? Os elefantes sentiram a catástrofe antes e rumaram para partes altas do local, salvando aqueles que estavam com eles.

Como é que isso pode ser ignorado? Como é que o homem pode ser capaz de machucar um bicho indefeso, um ser vivo, que foi colocado por Deus em nosso mundo para vivermos em harmonia? Cadê a fundamentação católica de uma grande maioria do povo brasileiro? Vocês acham que estamos seguindo as palavras de Deus maltratando tantos animais assim? Cadê a compaixão? Onde é que está o seu sofrimento ao ver um outro animal sofrendo?

Não é a toa, portanto, que vemos escrito ou pessoas falando por aí: "Quanto mais eu conheço os homens, mais eu amo meus cachorros!"

Desculpe o desabafo. Acho que precisava!

Beijos a todos e espero, do fundo do coração, que meu post sirva pelo menos para uma reflexão. Ah, gostaria também de deixar aqui escrito que nada tenho contra a Glória Perez, autora da nova novela da Globo, America. O rodeio, como todos sabem, existe há muito tempo no mundo. O que eu não acho correto é mostar o glamour envolvido nesse evento, o que pode atrair mais pessoas e, portanto, diminuir ainda mais a chance desse evento não ser mais realizado, pelo menos aqui no Brasil. Assim como odeio rodeios, odeio as touradas horrorosas, sangrentas e nojentas que existem na Espanha.



 Escrito por Janu às 10h11 [ ] [ envie esta mensagem ]



... E a visita foi embora...

Infelizmente, eu tive que devolver a Bebela. Isso aconteceu essa semana, na quarta feira, quando a Collie já tinha ido ao veterinário e retirado todos os pontos. Fiz isso com uma dorzinha no coração, mesmo sabendo que sempre vou vê-la, já que está com minha mãe.

Tô sentindo falta dela mesmo. Sinto falta quando entro na casa e não encontro ninguém abanando o rabinho pra mim. Sinto falta quando vou ao banheiro - sim, ela fazia companhia pra mim até nessa hora. Ficava lá, do meu lado e a gente conversava, conversava... . Sinto falta do chorinho dela, da felicidade dela, dos cinco minutos loucos que ela tinha logo que ia dormir, da vontade que tinha de ficar sempre juntinha...

A Bebela é uma figurinha... Vcs tinham que conhecer. Ah, conversar com cachorro? Vcs devem estar achando que eu sou louca, mas é a mais pura verdade... Não há coisa melhor que conversar com cachorro. Parece até que eles entendem tudo e te retribuem sempre da melhor maneira possível: com um latido, com um rabinho espuleta, com uma brincadeira, com um carinho.

O Márcio chegou até a me propor: "Você quer um cachorrinho? A gente compra! Você quer a Bebela? A gente fala com sua mãe..."

Mas eu acharia isso injusto. A Bebela está bem lá e foi muito bem recebida. Se eu morasse em um ap. maior, com uma área de serviço maior, talvez até pensaria nessa hipótese. Mas, por enquanto, eu descarto. Acho que ainda não estou pronta para ter um bebê peludo, definitivamente... hehe...

Enquanto isso, eu ainda curto minhas duas paixõezinhas: A Collie e a Bebela.

Bjinhos e até mais!!!



 Escrito por Janu às 10h24 [ ] [ envie esta mensagem ]



Visita inesperada e temporária

Tô com uma bolinha de pelo aki em casa, sabiam? É, agora o casal tem uma nova companhia. Sei que não vai ficar por muito tempo, porque segunda feira mesmo, a Bebela, que é a coisa mais fofa e peluda do mundo, já estará voltando pra casa da minha mãe. Mas que eu tô curtindo ser mãe de um bichinho peludo, ah, isso eu estou sim... hehe...

A Collie, que é a minha cachorra há 12 anos, teve que passar por algumas cirurgias. Foram retirados alguns cistos, que aparecem por causa da velhice e também foi castrada. Como a Bebela, que é neta dela, já estava lá na casa da minha mãe e o veterinário pediu para que as duas não ficassem muito próximas uma da outra, por causa dos pontos que a Collie está e por causa da cicatrização, minha mãe me pediu para que trouxesse a Bebela aki pra casa pra ficar durante 10 dias, até a Collie retirar todos os pontos.

A idéia me soou um pouco estranha, mas como AMO cachorro e amo mais ainda essas duas, nem pensei duas vezes: "Pode deixar comigo, que tomo conta direitinho...!" hehe

A visita está sendo uma delícia e o que ela tem aprontando não é pouca não, viu? A pequena corre, escorrega, brinca com o jornal, morde os chinelos, morde meus pés - sim, ela adora brincar com os nossos pés -, vai atrás da bolinha, se esconde embaixo do sofá, não consegue sair de lá e chora e ainda quer brincar às 11h30 da noite. Não há santo que aguente... Essa semana eu tô parecendo um zumbi. Fora que a garota acorda lá pela 05h30, 06h00 da manhã e fica chorando baixinho, pedindo para que vc acorde e brinque com ela. Mereço?

E quem disse que eu resisto? Lá vai a sonolenta fazer companhia... Tá parecendo bebê. Tô falando que sou mãe de primeira viagem de um bichinho peludo, que só falta falar... Porque o resto, ah, o resto veio de encomenda mesmo, viu?

Sei que vou sentir saudades quando ela voltar pra casa da minha mãe. Mas o bom é que ela fica lá, então, vou poder continuar vendo a bolinha peluda sempre.

Bjocas e até mais!!



 Escrito por Janu às 11h16 [ ] [ envie esta mensagem ]



Acidentes acontecem...

Acontecem sim. E nas melhores famílias. Estava eu, toda bela e empolgada, decidida a fazer o almoço em um dia desses aí. Resolvi cortar um tomate, para depois misturá-lo ao arroz.

O tomate, todo vermelhinho, olhava pra mim, esperando o corte. E eu, toda compenetrada e empolgada, ficava me perguntando se estava cortando o bendito do tomate da maneira correta e na posição correta. Sim, existe um lado certo para se cortar legumes e frutas – até parece que eu descobri o Brasil, né? Mas não me pergunte qual lado é. Só me mostre um tomate, me deixe ficar frente a frente com ele e assim, te direi qual é.

 

Bom, enfim, compenetração à parte, eu só queria prestar atenção no que estava fazendo. A faca, toda deslizante, continuava a meu favor. Mas não foi que ela, sem eu menos esperar, resolveu deslizar no meu lindo dedinho? Sim, meu dedo, que nada tinha a ver com isso. A culpada? A faca, claro. Ninguém mandou ela deslizar que nem bailarina quando dança no Teatro Municipal!! Eu só tava pedindo pra ela cortar o tomate. Não o dedo, entendeu?

 

E o dedo olhava pra mim, com aquela cara: “Como é que vc deixou isso acontecer?” Bom, insultos e dúvidas à parte, a verdade é que o dedo se revoltou totalmente – ou contra mim ou contra a faca – e não queria nem saber de parar de sangrar. Fiz de tudo e nada do coitado parar de jorrar sangue. Foi quando tudo que eu tinha de básico de informação de primeiros socorros foi ladeira abaixo: a minha secretária domiciliar – que coisa chique, não? Mas prefiro chamar de Conceição mesmo – sugeriu: “Januária, vc tem que colocar açúcar no dedo. Aí pára de sangrar!” Pronto! E lá vamos nós com o açúcar, que, por razões óbvias, não deu certo.

 

Era tanto sangue que as minhas pernas já bambaleavam, as minhas mãos tremiam, minha cara ficava branca e meus olhos já começavam a não enxergar mais nada. Tava ficando quase tudo escuro. O desespero de desmaiar ali, sem ter ninguém ali por perto, me deixava mais assustada. Não que a Conceição não pudesse me ajudar. Muito pelo contrário. Ela me ajudou e muito. Mas quando eu digo alguém, entende-se: necessidade de marido por perto, entendeu? Ou quem sabe mesmo, mamãe ou papai. Sim, os laços nunca são rompidos, não é mesmo?

 

Foi quando o desespero deu lugar à consciência. Lembrei de um dos métodos de primeiros socorros: quando alguém está quase desmaiando, deita-se a pessoa com a cabeça pra baixo e com as pernas pra cima, para que o oxigênio seja levado com maior rapidez até o cérebro. PLIM!! A idéia surgiu e lá fui eu correndo pra sala de TV.

 

E lá fiquei por um bom tempo. Até sentir minhas pernas firmes de volta e meu corpo também.

 

Situação regularizada? Agora é hora de voltar pra cozinha. Sim, ainda tinha o resto do almoço para fazer. E como decidi que alimento é uma benção e eu mesma faço a comida de casa, lá estava eu de volta à cozinha, do lado da faca deslizante e terminando de cortar o coitado do tomate...

 

O arroz terminado, resolvi fazer salsichas com molho. O cuidado com o meu dedo machucado era tanto que acabei deixando cair a tampa da panela com molho, o qual se espalhou pela cozinha inteira.

 

Tudo bem. Definitivamente aquele não era meu dia. Tá achando que eu não sei fazer nada, é? Daí o desastre? Não sou tão desastrada assim. É que eu tento. E é tentanto que se aprende. Aprendi que gosto muito – e muito mesmo de cozinhar. Isso porque até então só sabia fazer brigadeiro, patê de atum, fricassê de frango – ulalá!! -, ferver leite e algumas cositas mais. Mas eu tô me achando. E estou adorando. Cozinhar é muito gostoso. E isso não é papo de dona de casa, não, viu? Tente que vc verá!

 

E dê uma chance ao tomate, ok?

 



 Escrito por Janu às 19h16 [ ] [ envie esta mensagem ]



A sumida voltou...

Meninas, mil desculpas... Desculpa mesmo por esse sumiço, mas é que além de agora estar numa casa nova, ainda estava até então sem internet em casa. Daí esse desaparecimento. Mas agora, para piorar mais um pouquinho, apesar de já ter chegado o speedy, estamos com problemas no internet explorer, o que me deixa mais nervosa ainda por não poder atualizar nada aqui. Ainda mais que estou devendo o final do meu grande dia, não é mesmo?

Bom, já que vocês esperaram pacientemente por isso, acho que é mancada eu não terminar de contar... Então, lá vai

A festa

Os fogos terminaram e nós dois, agora marido e mulher, fomos para uma casinha que tinha, que era direcionada aos noivos. Ficamos lá por algum tempo até que todos já estivessem acomodados no salão. Antes da nossa entrada no salão, o vídeo, que foi feito pelo Márcio mesmo e tinha fotos nossas e depoimentos de familiares e amigos foi passado no telão. O vídeo terminava com a música "I was born to love you" do Queen. A banda continuava tocando a música ao vivo, do ponto que ela tinha parado no vídeo, e anunciava nossa entrada no salão.

Entramos e fomos direto à mesa do bolo. Fizemos os tradicionais corte e brinde e fomos para a pista, dançar mais uma música presente em nossa história: Cheia de charme, do Guilherme Arantes.

Depois disso, foi só curtição. Fomos para a mesa, jantar, mas quem disse que a gente conseguiu? Impossível!! Todo mundo queria vir, cumprimentar, falar alguma coisa. E ainda recebi presentes naquele dia, acredita? A fome já não estava mais presente - nem pra mim e nem pro Márcio - e resolvemos logo ir cumprimentar todos de mesa em mesa. Caso contrário, a fila em volta da nossa mesa ia acabar dando voltas e mais voltas...

No meio dos cumprimentos, não resisti. Tocaram a música Do seu lado, do Jota Quest e louquinha aqui teve que parar tudo e ir pro meio da pista. Eu simplesmente AMO essa música e não ia dançá-la bem no dia do meu casamento? Nem pensar!! Puxei o Márcio pra pista e fomos com tudo!!

Voltamos aos cumprimentos, terminamos tudo e fomos direto pra pista, que ficou bombando até quase 05h00 da manhã. Adorei a festa, a animação toda e a banda, maravilhosa. Não preciso nem dizer que foi realmente do jeitinho que eu imaginei.

No começo, fiquei ainda um pouco preocupada, porque estava vendo a pista ainda um pouco vazia. Mas quando relaxei mesmo, não paramos nem um segundo e tudo foi um sucesso, uma animação só.

Ah, só vou te falar uma coisa: noiva vê as coisas sim. Não sei se foi pelo fato de ter me preparado pra isso durante muito tempo, inclusive na terapia, de estar ciente de todas as fases, mas eu consegui reparar em muitas coisas, principalmente naquelas que não deram tão certo. Nessas, eu fiquei sim um pouco chateada, até porque tratava-se do meu casamento, mas de que adiantaria ficar nervosa com tudo isso nesse dia tão belo? Acho que era muito pouca coisa pra se esquentar a cabeça. O resto, que estava tão belo e perfeito, foi tão magnífico pra mim, que teve muito mais valor e ficou guardadinho bem aqui na minha memória e coração. Essas lembranças, com certeza, eu vou ter pra sempre.

Mesmo tendo confusão por causa da chuva, mesmo tendo a chuva, mesmo o bolo não sendo lá dos melhores, tudo isso, ficou e está guardado em mim. É um sentimento tão maravilhoso e único, que, logo depois vc ainda fica querendo retomar todas aquelas sensações, aquele frio na barriga, aquela angústia, aquela alegria, os sorrisos das pessoas, as parabenizações, os desejos de felicidade. Tudo isso eu estou levando comigo, pra minha vida. Agora, com o Márcio.

A única coisa que sinto é não ter tirado uma foto com minha avó. Como ainda não peguei as provas com o fotógrafo - que já estão prontas há mil anos, mas é que não deu pra ir lá mesmo - estou rezando para que, na hora que fui cumprimentá-la na mesa, alguém tenha tirado alguma foto. Se Deus quiser, eu ainda vou ter essa fotinha!

Meninas, casar é maravilhoso. A sensação é única e só sendo noiva pra saber qual emoção sentir. Não dá pra descrever. A única coisa que eu digo é: Casem! Casem porque realmente vale a pena e é muito bom! Se vc ainda acredita no casamento, vá em frente.

Bom, prometo não demorar muito pra voltar e até pra colocar mais novidades em dia. Mas é que não depende só de mim. A internet lá em casa parece que não quer colaborar. Estou na casa da minha mãe, aproveitando que não tem ninguém no computador.

Bjinhos a todas e um ótimo 2005!! Que Deu continue nos protegendo!!



 Escrito por Janu às 13h52 [ ] [ envie esta mensagem ]



Eu vi tudo!!

...Desculpe pela ausência, mas é que, finalmente, a esposa aqui tomou o rumo para seus aposentos... É, pessoal... Até agora não estava na minha casinha. Mas isso ainda vai render papo pra outro post, ok?

Continuando...

O cara do buffet veio até o carro falar comigo: "Noiva, o Márcio disse que casa sim com chuva ou sem chuva, na tempestade ou não. Disse que não quer casar no salão (onde foi a festa). E você?

Deu pra imaginar meu sorriso vindo de orelha a orelha, gente? Naquela hora, não me importava com nada. O que mais queria era realizar meu sonho, de casar sim ao ar livre e por que não, debaixo de uma chuvinha? Não saiu como o esperado? Até que não, mas o que ia fazer com São Pedro que resolveu mandar água bem naquela hora? Não tinha o que fazer... Os convidados se apertavam na capela que tinha lá e nas casinhas ao lado. Tava desconfortável, claro, mas a minha tristeza, na hora da pergunta do maitre, deu lugar, enfim, ao nervosismo de noiva e à uma alegria tão grande que eu não tava nem ligando pra aquela água. Juro que não liguei mais.

Depois de tomada a decisão, um dos cerimonialistas veio até o carro conversar com meu pai e passar as instruções de como ele deveria me conduzir até o altar. Eu, pra ser sincera, não conseguia prestar atenção em nada. Até tentei, meu pai tentou, mas parecia que tudo entrava de um lado e saía de outro. Caraca, eu iria me casar!!! Tava acontecendo...

As músicas começaram a tocar e eu, lá escondidinha, protegida da chuva, dos olhares dos convidados, consegui ver tudo. Vi os padrinhos entrando - ainda sob chuva. Vi o Márcio entrando com a mãe - também ainda sob chuva. E vi a Ariela, que foi a florista. Ouvi todas as músicas e reparei em todos no caminho até o altar. Estava de longe, mas dava pra ver cada um.

A minha hora estava chegando. Comecei a ficar nervosa. Eu não sabia o que fazia com o buquê. Se deixava no meu colo, se já colocava nas minhas mãos, se deixava no banco...As minhas mão não conseguiam parar...

As clarinadas começaram. Nisso, o carro descia ao lado dos convidados. Olhava pra todo mundo. Eu não sei dizer se estava nervosa ou calma. Meu pai saiu do carro, abriu a porta para mim e eu, surgi, toda sorridente e feliz mais ainda por ter parado a chuva. Sim, no momento exato que saí do carro, a chuva cessou e eu não acreditava no que estava acontecendo. Saía muito calma do carro e conseguia olhar para todos os convidados.

No caminho até o altar, há uma ponte e logo depois da ponte, as cadeiras dos convidados, que estavam posicionadas ao lado do tapete - assim como em uma igreja. Com a chuva, ninguém estava ali para me receber. Ao descer a ponte, todos começaram a vir em minha direção, como se estivessem finalmente me recebendo e me cumprimentando, o que me emocionou muito.

Olhava para o Márcio tranquila e ainda consegui receber uma bronca do meu pai: ele achou que eu estava andando muito rápido. Não sei se era nervoso mesmo, se estava ainda um pouco apreensiva por causa da chuva ou se realmente esqueci que tinha que andar bem devagar. Mas, recebida a bronca, segurei um pouco os passos em direção ao altar, que estava ali, me esperando.

O meu pai recebeu o Márcio e assim a cerimônia foi conduzida. Durante a celebração, que foi muito bonita e diferente, tivemos leituras feitas pelo meu pai e pelo meu sogro e ainda outras feitas pela minha irmã Kamila e pela minha cunhada. O padre, amigo do meu pai, realizou a cerimônia de casamento mais bonita que eu já vi na minha vida. Sem pressa, como amigo e com muito carinho. Foi lindo!

Na nossa saída, fomos recebido por mais uma chuva... Mas agora de pétalas de rosas!! E,como se não bastasse, tivemos um show de fogos em meio a uma lua linda que se formara naquela noite tão especial, que ainda me prometia muitas surpresas.



 Escrito por Janu às 18h45 [ ] [ envie esta mensagem ]



Chove chuva, chove sem parar...

...Continuando...

Segui da Avenida Cidade Jardim - em um carro maravilhoso, por sinal - direto para a Rodovia Fernão Dias, que me leva até o local do casamento.

O motorista, muito educado, simpático e com o mesmo nome do meu marido, me acalmou durante todo o tempo. Estava nervosa, sim, porque não? Quer dizer, acho que estava mesmo ansiosa. A ansiedade começava a tomar conta de mim e o meu estômago já dava sinais disso. É batata: quando a ansiedade resolve aparecer, o primeiro sinal que recebo em consequência disso vem do meu estômago. Bom, observações fisiológicas à parte, a bem da verdade é que a ansiedade aumentava à medida que chegava mais perto do local.

No trevo de Mairiporã foi quando eu vi acontecer o que eu menos queria que acontecesse. O que eu rezei tanto, pedi tanto e torci tanto pra que não viesse. A chuva teimou comigo e resolveu dar as caras bem na hora do meu casamento. Bem naquela hora, quando tinha o dia inteiro para aparecer, quando um sol maravilhoso iluminou o dia, quando um calor intenso apareceu depois de uma fria semana...Eu não conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo. A ansiedade então deu lugar à uma tristeza profunda...

Ganhei um terço do Márcio quando fomos pela primeira vez juntos à Basílica Nossa Senhora Aparecida. Quando ganhei, prometemos que usaríamos o terço no dia do nosso casamento. O terço estava bem ali, na minha mão, no meio dos meus dedos apertados, aflitos, suados, tensos...Cheguei à conclusão, depois, de que o terço realmente tinha uma razão para estar ali comigo.

A tristeza continuava e a minha apreensão também. Não conseguia parar de olhar para o parabrisas do carro, que ia e voltava, ia e voltava. Meu pai olhava com aquela carinha, queria me dizer alguma coisa, mas não conseguia. Apertava as minhas mãos, tão nervosas quanto. O motorista tentava me acalmar, dizendo que logo, logo a garoa iria parar, mas a verdade é que nada disso estava adiantando. Eu tinha tanta certeza de que não choveria que a minha certeza acabou desabando na minha cabeça: como eu poderia resolver aquilo?

Não contratei aquelas coberturas por várias razões: uma porque era cara, outra porque o lugar é tão lindo, tão mágico que a cobertura estragaria todo o charme do local e, por fim, de que adiantaria toda aquela iluminação decorativa que contratamos? Para iluminar a tenda? Pra isso realmente que não serviria.

Meu casamento seria ao ar livre e foi. Essa era minha vontade. E a do Márcio também.

Cheguei ao espaço apreensiva. Fomos para o fim do estacionamento, onde deveria permanecer dentro do carro até que a cerimônia iniciasse. De lá, o carro desceria ao lado dos convidados e de onde eu saíria ao som da Marcha Nupcial acompanhada do meu pai.

E sem chuva, claro...



 Escrito por Janu às 20h18 [ ] [ envie esta mensagem ]



Voltei!! E estou de blog novo!!

Voltei e estou em um novo canto. Espero que goste daqui. Como estava devendo o relato do casamento, começo agora a escrever sobre a véspera e o dia no salão.

 

 A sexta feira foi super tranqüila pra mim. Tirando o fato de que a minha irmã menor – que foi madrinha – não gostou da flor que foi pregada no vestido dela e ficou de cara emburrada até achar uma melhor e o fato do Márcio ter pegado nossas alianças quase 11 horas da noite, eu estava bem. Alguns parentes meus do interior já tinham chegado na sexta mesmo e eu achava que estava tranqüila até acordar na manhã seguinte, sábado.

 

Combinei com meu fotógrafo de ir para casa da minha mãe pela manhã e de lá iríamos direto para o salão, onde fiz o dia da noiva. Acordei super cedo, por volta de 07 horas. O barulho que minha mãe ficou fazendo e a ansiedade não me deixaram mais voltar a dormir. Conclusão: pulei da cama mesmo. Isso me rendeu muito sono durante o dia, mas agüentei firme e forte na minha festa.

 

Tomei café, olhei pro céu e vi que estava um dia lindo. Realmente, no sábado, dia 23 de outubro, o sol contribuiu e apareceu durante quase o dia todo. Aquilo me deixou mais tranqüila, até porque, como vocês todas sabem, meu casamento seria ao ar livre e se qualquer gota insistisse em cair do céu, meu chão desabaria.

 

Tirei muitas fotos em casa e filmaram alguns depoimentos. Me diverti bastante com o fotógrafo. Super atencioso, adorei o jeito dele e como trabalha. Recomendo ele pra futuras esposas!!!

 

Saí de casa por volta de 10h45 para chegar ao salão 11h30. É que tiinha um detalhe: o salão ficava super longe da minha casa, lá na zona sul de São Paulo. 

 

Logo que cheguei ao salão, fui direto pra massagem. Foi muito gostosa, mas esperava mais. Não sei se foi porque eu não esperava a massagem logo de cara, mas achei que foi rápida. A massagista era ótima sim e super atenciosa. Mas achava que merecia um pouco mais de tempo lá. Ah, sei lá! Talvez eu estivesse sendo exigente demais.

 

Depois da massagem, fiquei esperando para me chamarem para a hidro. Aí sim relaxei. Foi uma delícia. Depois da hidro, almocei e as minhas irmãs e minha mãe chegaram ao salão. No total, foram 10 madrinhas junto comigo, acreditam? O bom é que fiquei ao lado delas, não me senti sozinha – o que com certeza iria me deixar mais nervosa – e me descontraía com elas durante o dia todo. Foi muito bom mesmo!!

 

Na parte da tarde, começou a preparação. Os bobs no cabelo, roupão no corpo... Meu casamento estava marcado para 20h00. Mas a cerimônia, como ia acontecer no mesmo local da festa, iniciaria às 21h00. Quando fiquei pronta, chamaram meu pai para me ver e para me acompanhar até o carro. Não agüentei e me emocionei. Falei: "Pai, sai daqui! Sai daqui!"

 

Coitado!! Achou que eu estava expulsando ele. Na verdade, estava sim, mas era porque eu não queria chorar e não estava conseguindo fazer com que as lágrimas parassem de rolar. Foi então que o maquiador apareceu de novo e retocou os meus olhos. Depois disso, não chorei mais.

 

Eu e meu pai entramos no carro. E de lá seguimos direto para a Serra da Cantareira, onde foi meu casamento. Mas isso eu continuo depois.

 

Bjinhos

Janu



 Escrito por Janu às 10h32 [ ] [ envie esta mensagem ]




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